quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Parece brincadeira!

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, na pessoa do seu presidente José Carlos Schimidt Murta Ribeiro, anuncia com alarde na mídia a inauguração da Justiça Itinerante, isso com a presença de autoridades no mais alto estilo, tudo na pracinha de Todos, distrito de Campos dos Goitacazes, alegando levar a Justiça mais próxima da população. Se ainda estivéssemos em período eleitoral, poderíamos imaginar que o desembargador presidente do Tribunal estivesse em campanha. Mal comparando, isso parece uma ¨Sucupira¨ junto com ¨Odorico Paraguassú¨. Levar que Justiça para perto do povo? A Justiça do Estado já fez 75 dias, é isso mesmo que os senhores estão lendo, são: setenta e cinco dias de greve em todo o Estado e sem expeditiva de final feliz para usuários e advogados militantes, a Justiça que ele inaugura é lenta, muitas vezes inoperante, cheia de vícios e privilégios. Antes de fazer a Justiça Itinerante ele deveria tornar a que já existe pelo menos eficiente, nem precisava ser ágil, bastava que fosse eficiente.

E a novela dos terceirizados continua...

A novela dos terceirizados continua... Ontem teve o episódio das equipes de transição posar juntas como se as coisas tivessem fluindo muito bem. É mentira, não tem nada bem. O secretario de Administração declara nos jornais de hoje que vai tomar informações com o prefeito Alexandre Mocaiber. Mocaiber não esta nem ai para esse e nenhum outro problema que diga respeito ao Município e aos munícipes. O que causa estranheza é o vice prefeito Roberto Henriques participar desse ¨teatro¨, dessa ¨opera pífia¨, tudo isso é balela. Aqui não se apregoa que se faça nenhum revanchismo ou nenhuma caça as bruxas, o que se deve deixar claro é que a população não é um ¨rebanho de tolos¨ como bem diz o professor Orávio de Campos Soares. Roberto Henriques tem que tomar muito cuidado para não participar, involuntariamente, desse tipo de engodo. A equipe de transição de Rosinha Garotinho deveria cumprir a sua parte que é a de colher as informações e deixar que o governo de Mocaiber que é legítimo (ainda que imoral) governe até o dia 31 de dezembro de 2009.