quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ilsan recorre e ganha recurso.

Mas só o recurso por enquanto.
Ilsan teve seu registro impugnado, por isso não teve seus votos contabilizados, ou melhor, divulgados.
O MPE pediu e o TRE-RJ concordou com a impugnação do registro e assim sendo procedente, Ilsan não vai poder ser vereadora.
A acusação atribuída a Ilsan é de ação por improbidade administrativa por superfaturamento em eventos, desvio de verbas e irregularidades em licitação tudo quando dirigiu a APIC.
Ilsan recorreu ao TSE (clique aqui) e o Tribunal devolveu os autos ao TRE-RJ para que este apreciasse argumentos e documentos que o Tribunal não apreciou.
Estes processos devem ser findos antes da diplomação.
O vereador Ederval Venâncio deve estar com a respiração presa, afinal com a derrota de Arnaldo, Ilsan não vai poder assumir uma secretaria e ele ficar na Câmara.

Os derrotados declarados.

Os que estão de bola murcha...
Arnaldo Vianna foi o grande derrotado, perdeu, em alguns momentos fez por onde, agora deve hibernar e aproveitar para refletir.
Folha da Manhã tenta agora procurar o rumo e não vai demorar muito para achar, perdeu, mais caiu lutando, fez de tudo para ganhar.
Ivanildo Cordeiro, esse perdeu duas vezes, perdeu primeiro para Paulo Feijó e agora perdeu com Arnaldo.
Nildo Cardoso, Ailton Tavares e Álvaro César foram os grande derrotados sem concorrer, perderam a indicação de seus nomes para a nominata, perderam o partido e perderam na candidatura de Arnaldo, ficaram literalmente na estrada.
Dr. Edson Batista esse perdeu o mandato e a cidade perdeu um vereador digno e coerente, nesta legislatura que termina, ele foi o único que exerceu seu mandato com dignidade e coerência.

As especulações para as pastas do novo governo municipal.

O nome do médico Paulo Hirano certamente é o mais cotado para ocupar uma secretaria municipal que necessariamente não tem que ser a da saúde, uma vez que o médico é diretor de uma universidade.
Suledil Bernardino e Maria Auxiliadora Freitas fieis escudeiros de primeira hora não serão esquecidos e tem lugar cativo em todas as administrações, Auxiliadora é aquela em que Arnaldo se referiu quando quis atacar Rosinha no debate da InterTV.
Outros nomes como Carlos Cunha, Mauro Silva e Cecília Ribeiro Gomes, também devem ser contemplados, esta última em especial, foi ela que propôs a ação judicial que levou Arnaldo ao TSE e que deu a Rosinha o grande gancho de alegar que os votos de Arnaldo não eram válidos.
Certamente Cecília derrotada nas urnas, não será esquecida.
A igreja Universal é outra que deverá ser contemplada uma vez que já na interinidade de Roberto Henriques, foi para a CODENCA e agora elegeu o bispo Vieira Reis.

Acomodação na política, esse é o momento.

A eleição acabou Rosinha Garotinho foi passar uma semana na capital para descansa, mas a política não para, muito ao contrário, para os vitoriosos, começa o loteamento da máquina, a disputa pelo melhor lugar, a demonstração e disputa de prestigio e as vaidades. Para os derrotados é hora de contar as baixas, lamber as feridas.
Inevitável, alguém tinha que perder.
Arnaldo contabiliza os prejuízos e as baixas, mas atira mesmo é nos traidores.
As alegações são muitas por parte de Arnaldo, alega que faltou recurso, mas por parte de candidatos a vereador também são muitas as alegações de que Arnaldo os traíu privilegiando a candidatura de sua ex-mulher Ilsan Vianna.
Arnaldo demorou em reclamar da ¨traição¨ dos membros do PSB nesta campanha de prefeito, mas não foi novidade para ele porque na última eleição de deputado federal que ele concorreu e ganhou, o candidato do PSB aqui em Campos foi o deputado federal eleito e hoje Secretario Estadual de Ciência e Tecnologia Alexandre Cardoso, primo do prefeito Alexandre Mocaiber.

A derrota.

O poder é efêmero, às vezes as pessoas esquecem...
Certamente hoje as pessoas derrotadas não tenham em suas portas os ¨amigos¨ que julgava ter, mas a vida é assim...
Ninguém gosta do sabor da derrota... é amarga.
Ninguém gosta do derrotado.
Um sinal disto, é que já na segunda feira dificilmente você encontrava e hoje menos ainda os carros adesivados com o 12 e os corações símbolos da campanha de Arnaldo Vianna.
Isso é a vida e assim é o ser humano, por mais que se queira moldá-lo, não se consegue.